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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Futurismo


Umberto Boccione. Formas Únicas na Continuidade do Espaço,
homem a Caminhar,1913. Escultura em bronze.
 Museu de Arte Contemporânea, São Paulo.
O Futurismo foi o primeiro movimento artístico realmente de vanguarda, partindo de uma idéia geral radical de subversão de todas as tradições, valores e instituições do seu tempo e exaltação do dinamismo, da eletricidade e da velocidade. Fundamentalmente ideológica, encontrou sua expressão artística com dificuldade, tendo sido subestimada em sua influência e importância. Mas suas idéias permearam muitos dos movimentos posteriores, pela ousada experimentação estilística e técnica: o vorticismo, algumas formas de expressionismo e mesmo o cubismo, e a arquitetura, a escultura, a tipografia e pintura da Alemanha, França, Holanda e, principalmente, da Rússia. No início do século XX, o mundo assistia à segunda revolução industrial, covivendo cotidianamente com maquinários tecnológicos, a iluminação elétrica e, por fim, com o automóvel. A Europa fervia com as transformações artísticas anteriores dos impressionistas e diversos pós-impressionistas. Apesar de toda a tradição cultural de Itália, de seu passado clássico e renascentista, os italianos não participaram ou contribuíram para essa efervescência, apenas tomando conhecimento de cada nova inovação. Sob supervisão do poeta Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944), outros três pintores, Umberto Boccioni (1882-1916), Luigi Russolo (1885-1947) e Carlo Carrá (1881-1966) redigiram e Boccioni declamou no Teatro Chiarella, em Turim, a 8 de março de 1910, o Manifesto dos pintores futuristas, denunciando as vinculações das artes com o passado e exigindo uma nova arte para o mundo. "Que a ciência de hoje negue o seu passado, isto corresponde às necessidades materiais do nosso tempo. Do mesmo modo, a arte, negando o seu passado, deve corresponder às necessidades intelectuais do nosso tempo." – Manifesto técnico da pintura futurista, Boccioni, 1919. 



Giácomo Balla.Lâmpada,1909. Óleo sobre tela.
174.7 x 114.7 cm. Museu de Arte Moderna, Nova Iorque.
Apesar da ousadia de pretensão conceituais, a pintura dos futuristas era comedida e sóbria, experimetando a percepção da luminosidade elétrica através o divisionismo cromático dos impressionistas mas sem qualquer inovação significativa. Juntou-se a eles os pintores Gino Severini (1883-1965) e Giácomo Balla (1871-1958). Boccioni intentou buscar as formas impermanentes na pintura, em semelhança às luzes dos holofotes, dos gases coloridos. Paralelamente, os temas urbanos e de violência (brigas, funerais, movimentos, etc.) eram permanentes. Essa violência e gosto pelo escândalo permeava também suas vidas pessoais, como na maneira como as críticas de Ardengo Soffici às telas futuristas foram respondidas com agressão física. Em 1911, por influência de Severini, que chegou de um período passado em Paris, organizou-se uma excursão de 15 dias para conhecer uma maneira nova de pintar que ocorria nessa cidade, o cubismo. Severini levou Boccioni, Russolo e Carrá aos ateliês de pintores, em Paris, entre os quais Picasso e Braque, bem como a diversas galerias. Voltando a Milão, acrescentaram a fragmentação formal aprendida em Paris aos seus métodos anteriores, repintaram seus quadros na nova estética e organizaram uma exposição com 35 telas na Galeria Bernheim-Jeunne, em Paris, com a designação de pintura futurista, em 5 de fevereiro de 1912. A exposição percorreu a Europa (Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdam, Haia, Munique, Viena, Budapeste, Frankfurt, Breslau, Zurique e Dresden), sempre acompanhada de publicações e conferências de grande sucesso. O ideário futurista se desdobrou em manifestações nos mais variados campos, no feminismo, na política, na literatura, na música, etc., em diversos países. Em 1913, o crítico e poeta de vanguarda Guillaume Apollinaire escreveu o ensaio "A anti-tradição futurista", na revista Lacerba, sobre as idéias futuristas, as possibilidades de renovação do mundo cultural e uma lista de personalidades artísticas que incluía, além dos futuristas, Kandinsky, Delaunay, Matisse e Picasso. 



Umberto Boccioni. Ruídos da rua
 invadem a casa,1911. Óleo sobre tela.100x107.
Essa generalização é capciosa, pois havia uma grande variação de interesses entre os futuristas, e haviam muitas contradições internas. Se tinham em comum a audácia na proposição de uma nova arte que questionasse, não apenas valores tradicionais artísticos, mas as ambições estéticas da arte de vanguarda, a exaltação do crescimento tecnológico, a possibilidade de captar o dinamismo no estático, cada artista tinha, também, suas afinidades particulares, como a tendência à abstração de Balla, em oposição à maior proximidade com o cubismo de Carrá, Russolo explora símbolos de movimento e energia,em sua pintura, e desenvolveu máquinas geradoras de ruído, compondo, com elas, peças musicais. Boccioni inseriu força épica aos temas característicos do futurismo, cenas urbanas noturnas, cheias de luz elétrica, movimento mecânico, ruídos. Suas esculturas revolucionam com a inserção de materiais como o vidro, a madeira, o ferro, o couro, espelho, luz elétrica, etc., desejando libertá-la de uma sensação de asfixia. Em 1914, Antonio Sant'Elia, no Manifesto da arquitetura futurista propõe sua "Nova Cidade", uma metrópole construída com novos materiais e estruturas, visando a necessidade de transporte rápido das novas concentrações populacionais. É uma arquitetura elástica e leve, de concreto e ferro, vidro e têxteis, que rejeita a tradição da madeira, do tijolo e da pedra. Os ideais extremos do futurismo, como tantas outras possibilidades, foram atropelados pela Primeira Guerra Mundial, que ceifou algumas vidas e outras tantas expectativas, aproximando opositores e diluindo seu vigor. Mas essa ousadia marcou e se infiltrou nos mais diversos assuntos, posteriormente, modificando o modo de ver o mundo na modernidade.


(Fonte : http://artemodernafavufg.blogspot.com.br)




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Modernismo


O Pintura em telaMovimento Modernista se iniciou no século XIX. Nessa época, o mundo passava por inúmeros conflitos e alguns  artistas visavam inovações na arte. A ideia que estava circulando era de uma possível independência cultural, que mais tarde passaria a ser o Modernismo. Aos poucos, foi ganhando força.

O Modernismo veio como uma libertação. Os colaboradores do movimento rejeitavam a tradição, quebrando alguns modelos prontos de arte. O movimento dos modernistas ganhou força na década de 1890, quando houve mudanças de pensamento, nesse processo se encontrava a arte. Ele se fez bastante forte no Brasil, local que aconteceu a famosa Semana de Arte Moderna.

O Modernismo Brasileiro foi um movimento cultural que aconteceu no século XX, mais especificamente, na década de 20. Em 1917, na Rússia, se deu a criação de um partido que batia de frente com as ideias capitalistas, o Partido Comunista. O partido político nasceu de um protesto , denominado de  Revolução Russa.

O Modernismo no Brasil tinha diversas características, que eram: buscar a modernidade em conjunto com a originalidade; a quebra de paradigmas em relação à forma de escrita; uma forte tendência ao nacionalismo e a aproximação do idioma. Houve a adaptação da língua, sendo inserida a linguagem popular, denominada como língua brasileira. E também a valorização da cultura indígena.

Entre essa sede de um nacionalismo, uma brasilidade para a arte, havia dois segmentos: o primeiro com um nacionalismo crítico, ético e consciente, onde a realidade seria abordada. O segundo, um nacionalismo exagerado, um otimismo, veneração do Brasil.

Ainda no mesmo contexto histórico,  acontecia um fato marcante no mundo, aPrimeira Guerra Mundial (1914 – 1918). O Brasil passava pelo regime da República Velha e da política café com leite, em que Minas Gerais e o estado de São Paulo alternavam o governo do país.

O mesmo movimento pairava sobre Portugal. Eles passavam por momentos de conflitos, como em todo o mundo. Porém, a política territorial dos lusitanos estava em jogo. Havia uma disputa dos territórios africanos, que as potências mundiais faziam vista grossa neles.

Em Portugal, o Modernismo teve seu marco com a publicação de uma revista chamada de Orpheu, em 1915. Ela sofria bastante influência das escolas europeias: Futurismo, Expressionismo, Cubismo e etc. O movimento modernista português reuniu muitos talentosos artistas, entre eles: Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros e outros.

Tinta para pinturaO contexto mundial era de uma nova geração da muita produção e agilidade. A industrialização, o uso de máquinas e entre outras coisas, começavam a se tornar comum. Isso também ajudou a influenciar a arte, transformando um mundo tradicional em mundo moderno. O comércio se expandia, juntamente o capitalismo.

O Brasil teve um grande marco em relação ao Modernismo. Vários artistas brasileiros, que voltaram dos estudos nas escolas de artes internacionais, começavam a observar que o Brasil precisava de uma reforma artística. Iniciaram-se inúmeras manifestações, na literatura principalmente, nas artes e até publicações em revistas.

Em consequência do movimento modernista, o país teve alguns movimentos culturais, obras e revistas. A revista Klaxon, criada a partir da Semana de Arte Moderna (1922), trouxe inovações estéticas, além de dar apoio para as ideias dos Modernistas.

A poesia primitivista foi escrita em crítica ao passado brasileiro. Era chamada de Poesia Pau-Brasil, valorizava a história e a cultura nacional. O escritor Oswald de Andrade produziu um manifesto, publicado no Correio da Manhã. Poesia que virou abertura de um de seus livros.

Outro movimento oriundo do Modernismo, foi o Verde-Amarelismo e a Anta. Eles se baseavam na autovangloriação do Brasil, ideia dos partidos políticos de direita e com uma vertente ideológica nazifascista – mistura do Nazismo alemão deAdolf Hitler com o Fascismo italiano de Bento Mussolini. O movimento chamado de Antropofagia, com base no canibalismo indígena, é outra forma de valorização da cultura brasileira. 


(Fonte : semana-arte-moderna.info)



O que é a Semana de Arte Moderna ?




Pincel sujo com tinta
A Semana de Arte Moderna foi um movimento cultural, que ocorreu no estado de São Paulo, no ano de 1922. Ela contava com a presença de ilustres artistas, entre os mais famosos Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, dentre outros. A semana foi uma forma de libertação da cultura artística vinda da Europa, como o Cubismo, Expressionismo e outros.

Os brasileiros procuravam inovação nacional, a arte feita pelos habitantes da terra dos tupiniquins. A Semana de 22, aconteceu no Teatro Municipal, entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922. Ela foi dividida em três seções, nos dias 13, 15 e 17, em que eram divididos em esculturas, pinturas, música, etc. Nela, o Brasil pode se libertar e conseguir a livre expressão da criatividade, sem total influência das vanguardas europeias, que guardavam consigo as tendências culturais doFauvismo, Expressionismo, Futurismo, Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo.

A Semana foi publicada um mês antes, em 29 de janeiro de 1922. Os veículos de comunicação já anunciavam. O movimento, que aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, recebeu apoio do então governador do estado, Washington Luís. O evento se tornou concreto devido à iniciativa do escritor da Academia Brasileira de Letras (ABL), Graça Aranha.

Em meio a conflitos sociais, no Brasil e também no Mundo, a Semana de Arte Moderna aconteceu. Ela ocorreu em meados da Primeira Guerra Mundial. O evento foi, de certa forma, conturbado. Por um lado, era aceito; já por outro, muito criticado. O Brasil passava pela época da República café com leite, em que Minas Gerais e São Paulo alternavam-se no poder.

O país tinha suas políticas fundamentadas na cultura europeia. O Brasil necessitava de uma libertação de um padrão não original. Os artistas brasileiros voltavam da Europa aderindo à cultura. Um deles, Oswald de Andrade, voltou implementando a cultura do Futurismo, sendo influenciado por Marinetti, o precursor do mesmo movimento.

As vanguardas europeias influenciavam os artistas brasileiros e os outros artistas afirmavam que o Brasil estava atrasado culturalmente. A inquietude antecedia a Semana de 22. O artista lituano, Lasar Segall, veio para o Brasil em 1912. A viagem que fez para encontrar seus irmãos, que residiam aqui, fez  com que ele realizasse uma de suas primeiras obras.

Segall realizou em São Paulo uma exposição, no total de duas. A segunda desenvolveu na cidade de Campinas, no ano seguinte. Lasar Segall era um pintor expressionista. Em 1913, o Brasil, por meio de Segall, teve seu primeiro contato com essa vanguarda. Porém, ele voltou para a Europa. No ano de 1914, Anita Malfatti voltou da Europa e trouxe consigo influências do movimento pós-impressionista. Anita foi muito criticada por Monteiro Lobato.

Ela fez uma exposição em 1917, quando voltou de sua viagem da Europa de uma passagem pelos Estados Unidos. Essa amostra das obras se tornou um marco noMovimento Modernista do Brasil. Devido à obra fortemente caracterizada pela cultura europeia, Anita recebeu muitas críticas. Como dito no parágrafo anterior, o escritor Monteiro Lobato a criticou veementemente. Mais uma característica de inquietude da parte dos jovens artistas.


                  

Tela colorida
As críticas do escritor Monteiro Lobato contra as exposições de Anita Malfatti foram impressas no Correio Paulista, O Estado de São Paulo, cuja intitulação do artigo era: “Paranoia ou Mistificação?”. Após a polêmica provocada por esse artigo, os jovens artistas da época puderam discutir abertamente a respeito da arte brasileira. A ideia de uma Semana de Arte Moderna se deu por causa da manifestação da opinião de Lobato.

Os artistas publicavam muitas obras, entre eles, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, a própria Anita Malfatti, Manuel Bandeira, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro e etc. No Brasil, surgiram movimentos artísticos primitivistas, que antecederam a Semana de 22. Outros, também, vieram após ela. Movimentos como: o Pau-Brasil (1924), Verde-Amarelo (1922), Grupo da Anta (1922) e Antropofágico, da década de 20.

A Semana de Arte Moderna teve sua inauguração com uma palestra do escritorGraça Aranha. Ele juntamente com os trabalhos apresentados por Guilherme de Almeida, com suas músicas e poesias. Após a apresentação de Aranha, houve aplausos. No mesmo dia, teve apresentação de Heitor Villa-Lobos, Ronald de Carvalho e música de Ernani Braga.

No segundo dia da semana, Menotti del Pecchia se apresenta e é aplaudido em seu discurso.  Porém, eles foram convertidos em vaias quando Oswald de Andrade subiu ao palco. Após esse acontecimento, as vaias e barulho perduraram por muito tempo. A Semana de Arte Moderna de 1922 se concretizou e serviu de influência para outros movimentos criados depois, principalmente para oModernismo Brasileiro.


(Fonte : semana-arte-moderna.info)






Semana de Arte Moderna



Paleta de pintura
A arte é uma forma de educar as pessoas. Ela atua na quebra de rotina e estimula a criatividade encontrada na mente humana. A arte é manifestada em vários lugares. Os locais onde ela se encontra mais presente são: na pintura, na escultura, no cinema, na música, na dança, no teatro, na moda, entre outros.

Desde a pré-história, a manifestação artística aparece. Um exemplo disso são as pinturas rupestres. Além de serem uma forma de comunicação, hoje em dia estão à mostra em museus, como também fazem parte da educação, sem contar que ela marca a história do mundo. Os  movimentos artísticos  vêm para confirmar tal marco. 

Os estudiosos dizem que a arte liberta. É fato. Com seu poder de livre expressão de ideias, permite que cada artista possa, através do seu trabalho, dialogar com o mundo e esbanjar criatividade. Dessa forma, propicia uma originalidade que procura sair da rotina. Um exemplo disso é a música, que, com sua licença poética, permite com que o autor possa criar, não importando padrão o culto da língua, nem outros empecilhos da formalidade.

No Brasil, acontecem várias manifestações de arte. A riqueza encontrada no país é ímpar. O estado do Ceará, por exemplo, contém um grande acervo de humoristas. O Ceará é só uma das 27 Unidades Federativas detentoras de artistas cheios de talentos. O país possui tanto a arte quanto a história no quesito riqueza cultural. 

O Brasil é uma fábrica de artistas talentosos e falar isso não é exagero. Pelo contrário: desde  as décadas passadas, seja no cinema, na música, na literatura, na dança, o país é destaque tanto nacional como internacionalmente. A Semana de Arte Moderna, uma das manifestações artísticas mais importantes da história do Brasil, confirma isso. 

A Semana trouxe a inovação e a valorização dos trabalhos produzidos por brasileiros. Havia um cartaz interessante da Semana de Arte Moderna. Nele estavam escritos algumas sátiras contra os grandes artistas da época, uma vez que o Brasil ainda não era totalmente brasileiro. A influência dos países estrangeiros era muito presente ainda.

Enfim, a Semana foi para o Brasil um marco histórico muito importante. A arte brasileira começou a ganhar espaço, criam-se novas formas e modelos de se fazer arte. A cultura europeia começou a ser deixada de lado, abrindo espaço para umabrasilidade – pelo menos essa era uma das intenções. Essa manifestação cultural pode ser considerada uma segunda independência do Brasil. Só que dessa vez, artística.


(Fonte : semana-arte-moderna.info)



Vanguardas Européias



Pintura modernaAs chamadas Vanguardas Europeias eram manifestações culturais da mesma época da famosa Belle Époque. Essa época foi marcada por muitas inovações no continente europeu. Movimentos como a Art Nouveau (arte nova) e o Impressionismo faziam parte dela. A Belle Époque foi o auge da cultura, o cinema, os cabarés, o cancan (dança de origem francesa), dentre outros.

O mundo se desenvolvia tanto no ramo da tecnologia quanto da arte e da literatura. A arte nova se baseava na ênfase das cores vivas e curvas. Essas, centradas nas cores e design da natureza, como também nas mulheres. Ela pode ser encontrada em grande parte das mobílias, vasos, joias, vitrais, azulejos e etc.

Existiram várias formas de manifestações culturais, divididas em duas vertentes: as positivas e negativas. As vanguardas eram vários movimentos que foram desencadeados em contraponto com as tendências culturais, mais enfaticamente no campo das artes. 

As vanguardas positivas eram movimentos que visavam uma nova sociedade. Esse novo público tinha ideias modernistas e positivistas. As vanguardas positivas eram: o Cubismo, o Construtivismo, o Neoplasticismo, o Suprematismo, o Abstracionismo e o Concretismo.

As negativas se caracterizavam por separar a sociedade da arte. As vanguardas negativas tinham a arte como uma forma independente e autossuficiente, em que não havia preocupação com o sentido objetivo. Entre esses movimentos, encontram-se o Surrealismo, o Dadaísmo e o Futurismo.

O Fauvismo se desenvolveu no início do século XX, com as ideias contrárias aos padrões impressionistas. O fovismo utilizava bastante as cores e mexia com as emoções, além de trabalhar o contraste e vários tons de cores. Utilizavam as cores puras, sem misturas e bem marcantes. Entre os artistas do fovismo estão: Paul Gauguin, Paul Cèzanne e Henri Matisse.

Outra escola de arte desenvolvida, no século XX, foi o Expressionismo. Esse, criado na Alemanha, visava uma interiorização da arte, como sendo mais pessoal e intuitiva. Ele vai totalmente de encontro ao Realismo. O Expressionismo prezava pelo subjetivismo e  a deformação do real, enfatizando a natureza do ser humano. Foi bastante presente no cinema do século XX.

Entre os expressionistas, estão Doménikos Theotokópoulos, mais conhecido como seu pseudônimo El Greco, Francisco José de Goya y Lucientes (Francisco Goya), Pieter Bruegel, o velho; e Mathis Gothart Niethart, mais conhecido como Matthias Grünewald.

                                                                    
 O Futurismo é um movimento do início do século 
Arte futuristaXX, em 1909. Essa expressão artística iniciou-se  a partir do manifesto publicado por Filippo Tommaso Marinetti, no jornal Le Figaro. O Futurismo procura expressar o movimento de um carro, por exemplo. Não o carro em si, mas a velocidade. Entre os artistas futuristas estão: Giacomo Balla, Umberto Boccioni e Carlo Carra.

A manifestação artística, conhecida como Cubismo, é conhecida por demonstrar a natureza através de formas geométricas.  O objeto era desenhado em diversas perspectivas. O Cubismo não tinha nenhum compromisso com as formas vistas na realidade. Os artistas em destaque do Cubismo são: Pablo Picasso, Tarsila do Amaral, George Braque, entre outros na pintura. Na literatura, o brasileiro Oswald de Andrade, Érico Veríssimo, Guillaume Apollinaire e etc.
Arte surrealista
Dadá ou Dadaísmo foi um movimento iniciado em Zurique, na Suíça. É caracterizado por não ter sentido nenhum. A manifestação foi criada em protesto contra os padrões formados. O Dadaísmo consistia em pinturas sem nexo algum ou ideia racionalista. O intuito era uma libertação artística.  Entre os artistas envolvidos nesse movimento, estão: Max Ernst, André Breton, Marcel Duchamp, Guillaume Apollinaire, entre outros.

Um outro movimento vanguardista, o Surrealismo, surgiu em Paris, na década de 20. Caracteriza-se por formas impossíveis, uma mistura do real com o mundo imaginário. O Surrealismo se liberta totalmente de ideias racionais; porém, não tão extremo como  o Dadaísmo. Alguns dos participantes do movimento surrealista são, entre os pintores, Salvador Dalí, René Magritte, Max Ernst e etc. 



(Fonte : semana-arte-moderna.info)




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Simbolismo

O Simbolismo foi um movimento se que aprofunda e radicaliza os ideais românticos, estendendo suas raízes à literatura, nos palcos teatrais, nas artes plásticas ,uma característica da pintura européia nas últimas décadas do Século 19 (em especial entre 1880 e 1890), bastante presente, apesar de não ter sido realmente organizado como um movimento. Surgiu na França, no final do século XIX, como oposição ao Realismo, ao Naturalismo e ao Positivismo da época. Os Simbolistas adotavam uma visão individual e pessoal sobre a realidade ,mas não se concentravam nos princípio estéticos então vigentes. Assim foram deram-lhes apelidos de “decadentistas”. Na arte só pode ser realizada atravéz de imagens não obstratas que representassem com fidelidade o mundo real.

Nas caracteristicas temos: Uma ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos,características individualistas,uma desconsideração da questãos social abordada pelo Realismo e Naturalismo,estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima-se da música),as obras de arte eram baseadad na intuição ,descartando a lógica e a razão,também era utilizados os recursos literários como a repetição de um fonema consonantal e a repetição de fonemas vocálicos.Na inspiração dos temas simbolistas costumavam vir de poesia do movimento, além de uma certa fixação em assuntos como a morte, a doença, o erotismo e até a perversidade.Há inúmeros artistas de estilos diferentes considerados simbolistas, por apresentarem traços do movimento em suas obras.Exemplos podem ser dados por nomes como Moreau, com a riqueza de suas pinturas exóticas, Puvis de Chavannes e a melancolia em seus quadros, Gauguin e suas imagens agradáveis. Até Munch é considerado, sob certos aspectos, um artista simbolista.

No Brasil o simbolismo teve início no ano de 1893, com a publicação de duas obras de Cruz e Souza: Missal (prosa) e Broquéis (poesia). O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920.

Temos como principais artistas simbolistas : 

Literatura internacional: Charles Baudelaire (autor da obra As flores do mal (1857) que é considerada um marco no simbolismo lliterário),Arthur Rimbaud,Stéphane Mallarmé ,Paul Verlaine entre outros .

Literatura brasileira: Cruz e Souza,Alphonsus de Guimaraens entre outros.

Artes Plásticas: Paul Gauguin ,Gustave Moreau ,Odilon Redon entre outros .

Teatro: Maurice Maeterlinck,Gabriele d’Annunzio entre outros .



Algumas obras e artistas simbolistas:





Pierre Puvis de Chavannes 









Gustave Moreau 









Odilon Redon 








Paul Gauguin 










Cruz e Sousa 








Charles Baudelaire 







Maurice Maeterlinck







(Fonte : artemoderna.tumblr.com)

Impressionismo

O Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX que criou uma nova visão conceitual da natureza utilizando pinceladas soltas dando ênfase na luz e no movimento. Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as nuances da luz e da natureza.

A arte alegre e vibrante dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. A presença dos contrastes, da natureza, transparências luminosas, claridade das cores, sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas. 

A fonte das cores estava nos raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios implica na alteração de cores e tons.

O Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto emocionam quem contempla suas obras.

Claude Monet (1840-1926) fez parte do movimento impressionista na França, que teve início em 1874 com a primeira exposição do grupo no ateliê do fotógrafo Maurice Nadar. A denominação Impressionismo foi dada a partir de uma declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela de Monet Impression du Soleil Levant. O grupo ficou conhecido por realizar uma pintura ao ar livre, em frente ao motivo, numa nova concepção de pintura, de celebração dos espaços do mundo e da luz. Adotando um princípio dinâmico por excelência, o grupo também eliminou as referências mitológicas, religiosas e históricas para refletir a vida contemporânea e a nova Paris, as impressões momentâneas e fugazes de seu cotidiano

Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente cores puras justapostas, geralmente sem misturá-las, os impressionistas buscavam obter a vibração da luz, o aspecto efêmero da vida, fugaz momento da sensibilidade, ato de amor entre artista e mundo, despido de toda e qualquer contingência exterior às suas motivações mais profundas. Os principais representantes do grupo foram: Monet, Manet, Renoir, Camile Pissaro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne,Caillebotte, Mary Cassatt, Boudin (professor de Monet), Morisot.

Galeria dos Grandes Mestres do Impressionismo :


Claude Monet (1840-1926)


Impression du Soleil Levant - 1873 (Museu Marmottan, Paris)
Quadro que deu início ao Movimento Impressionista



Les Alyschamps

Pierre Auguste Renoir (1841-1919)



Rosa e Azul – 1881 



Dance at Bougival



La Promenade


Edouard Manet (1832-1883)



Races at Longchamp


Flores no Vaso de Cristal



Vincent Van Gogh (1853-1890)



Auto Retrato com Chapéu de Palha



Les Alyschamps
Eglise D’Auvers


(Fonte : artemoderna.tumblr.com)

Pós- Impressionismo

Como o nome indica, o pós-impressionismo foi a expressão artística utilizada para definir a pintura e, posteriormente, a escultura no final do impressionismo, por volta de 1885, marcando também o início do cubismo, já no início do século XX. O pós-impressionismo designa-se por um grupo de artistas e de movimentos diversos onde se seguiram as suas tendências para encontrar novos caminhos para a pintura. Estes, acentuaram a pintura nos seus valores específicos – a cor e bidimensionalidade.

A maioria de seus artistas iniciou-se como impressionista, partindo daí para diversas tendências distintas. Chamavam-se genericamente pós-impressionistas os artistas que não mais representavam fielmente os preceitos originais do impressionismo, ainda que não tenham se afastado muito dele ou estejam agrupados formalmente em novos grupos. Sentindo-se limitados e insatisfeitos pelo estilo impressionista, alguns jovens artistas queriam ir mais além, ultrapassar a Revolução de Manet. Aí se encontra a gênese do novo movimento, que não buscava destrir os valores do grande mestre, e sim aprimorá-los. Insurge-se contra o impressionismo devido à sua superficialidade ilusionista da análise à realidade.

Movimentos impressionistas como o Pontilhismo ou o Divisionismo nunca são chamados pós-impressionistas mas sim de neo-impressionistas.

A expressão Pós-Impressionismo foi usada para designar a pintura que se desenvolveu de 1886, a partir da última exposição impressionista, até o surgimento do Cubismo, com Pablo Picasso e Georges Braque.Ela abrange pintores de tendências bem diversas, como Gauguim, Cézanne, Van Gogh e Seurat. Além desses artistasToulouse Lautrec, que documentou a vida parisiense do fim do século XIX.

Gauguin 

Paul Gauguin (1848-1903) por volta de 1884 seus quadros superavam a tendência impressionista: a tinta começa a ser usada pura, em áreas de cor bem definidas, os objetos passam a ser coloridos de modo arbitrário e a representação deixa de ser tridimensional. Mas em 1888 as características de sua pintura acentuam-se bastante, principalmente na obra “Jacó e o Anjo”. Agora ao contrário da pintura impressionista, os campos de cor são bem definidos e limitados por linhas de contorno visíveis, as formas das pessoas e dos objetos são planas e as sombras desaparecem.

Cèzanne 

Paul Cézanne (1839-1906) não se preocupou em registrar o aspecto passageiro de um momento provocado pela constante mudança da luz solar, o que Cézanne buscava era o permanente, a estrutura íntima da natureza. Essa mudança radical de concepção já é evidente em sua tela “O Castelo de Médan”. O rompimento com o grupo impressionista é inevitável, pois a tendência de Cézanne em converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e esferas - acentua-se cada vez mais. Olhando a pintura de Cézanne, é fácil compreender a enorme influência que ele exerceu sobre os artistas que nas primeiras décadas do século XX criaram a arte denominada Moderna.

Toulouse-Lautrec 

Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) morreu com apenas 37 anos. A vida urbana e agitada de Paris que Toulouse-Lautrec registrou de forma inconfundível em suas telas.Interessavam a ele, os artistas de circo, as dançarinas, os freqüentadores dos bares e cabarés, as prostitutas e as pessoas anônimas. 

Podemos ver isso em “Circo Fernando: a Amazona, Jane Avril Dançando a Mélinite, O Moulin Rouge (ao lado) e No Salão da Rue des Moulins.” 



Van Gogh

Vincent Williem Van Gogh(1853-1890) percorreu uma trajetória difícil. Nascido na Holanda, foi comtemporâneo de muitos pintores e até se aproximou de alguns deles, como Toulouse-Lautrec e Gauguin, mas na verdade foi uma pessoa solitária. Sua pintura estava então ligada à tradição holandesa do claro-escuro e à preocupação com os problemas sociais, As cores que usava eram sombrias e seus personagens melancólicos, como por exemplo na tela “O s Comedores de Batata”. Em 1881 voltou para a Holanda, mas em 1886 seguiu para Paris, onde teve início uma nova fase. Ligou-se ao movimento impressionista, mas logo o abandonou, pois procurava um novo caminho para sua arte. Em 1888 passou a pintar ao ar livre. 

Algumas pinturas da reação pós- impressionista estão representadas abaixo:

O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura. Van Gogh passou por várias crises nervosas e, depois de internações de 1890. 

Nessa época, pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e linhas retorcidas, como “Os Ciprestes e Trigal com Corvos”(acima). Em julho do mesmo ano suicidou-se, deixando uma obra plástica composta por 879 pinturas, 1756 desenhos e dez gravuras.



”Auto Retrato”, Van Gogh




“jacó e o anjo”, Paul Gauguin.


“Natureza morta com Prato com Cerejas”, de Cézanne (1885-1887).



(Fonte : artemoderna.tumblr.com)






Neo - Impressionismo

No neo-impressionismo,o afastamento com o impressionismo verifica-se, sobretudo, pelo acento colocado na pesquisa científica da cor, que origina o chamado pontilhismo, que já tinha sido experimentado por Seurat em Banhistas em Asnières (1884). Os trabalhos têm base em um método preciso: os tons são divididos em seus componentes fundamentais. O olhar do observador recompõe as inúmeras manchas de cores puras que cobrem a tela e, com isso, recupera-se a unidade do tom, longe das misturas de cores frequentes nos empastes. A “mistura ótica” causa uma sensação de vibração e luminosidade obtida pelos pequenos pontos de cor de tamanho uniforme que nunca se fundem, mas que reagem uns aos outros em função do olhar à distância. Seurat prefere o termo divisionismo para designar o novo método e técnica, que tem em Jean-Antoine Watteau (1684 - 1721) e Eugène Delacroix (1798 - 1863) dois precursores, e que no interior do impressionismo foi testado mais de perto por Auguste Renoir (1841 - 1919) em trabalhos como Canoeiros em Chatou . O reconhecimento dessa tradição da pintura francesa pode ser atestado na obraD’Eugène Delacroix au néo-impressionisme, escrita por Paul Signac (1863 - 1935), que se torna líder do grupo após a morte de Seurat. Signac desenvolve o pontilhismo em boa parte de sua obra (Retrato de Félix Fénéon, e Entrada do Porto de Marselha, por exemplo), porém, em seus trabalhos os pontos e manchas se tornam mais evidentes e são dispostos de maneira mais dispersa, rompendo, nos termos do crítico Giulio C. Argan, a “linha melódica da cor”. Camille Pissarro, fiel aos ensinamentos impressionistas ao longo de sua carreira, aproxima-se do neoimpressionismo em 1885, quando conhece Seurat e Signac. Pissaro utiliza a técnica divisionista em diversos trabalhos desse período, mas em 1890 retoma ao estilo anterior.

O neo-impressionismo não durou muito tempo, mas exerceu influência sobre Van Gogh e Gauguin, e também sobre Henri Matisse (1869 - 1954) e Henri de Toulouse-Lautrec (1864 - 1901). A obra de Signac, especialmente, foi retomada pelo fauvismo. O termo divisionismo refere-se ainda a um movimento italiano da última década do século XIX e início do século XX, uma das fontes geradoras do futurismo. É possível pensar em ecos do pontilhismo nas pesquisas visuais contemporâneas, na op art e na arte cinética. No Brasil, é difícil aferir uma influência direta do neoimpressionismo. Talvez seja possível pensar de modo mais amplo em reverberações das pautas impressionista e neoimpressionista nas cores claras e luminosas de algumas telas de,Moça no Trigal, por exemplo, e em obras de Belmiro de Almeida, como Efeitos de Sol(1892).

Algumas das principais obras dos artistas do neo-impressionismo :

Georges Seurat ( 1859-1891)

La parade - 1888



The Eiffel Tower - 1889



Sunday Afternoon on the Island of la Grande Jatte - 1886



Paul Signac (1863-1935)

Portrait of Félix Fénéon -1890



View of the Port of Marseilles -1905



The Dinning Room - 1887




(Fonte : artemoderna.tumblr.com)





Fauvismo

Fauvismo é o nome dado à tendência estética na pintura que buscou explorar ao máximo a expressividade das cores na representação pictórica.

Derain
O fauvismo teve origem no final do Século XIX, ao contar com precursores como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh. O estilo destes dois artistas, que trabalharam juntos no mesmo ateliê, guardava semelhanças e foi imitado pelos chamados fauvistas principalmente no uso exacerbado das cores agressivas e a representação plana, que imprimia grande teor dramático à representação pictórica.

Derain 

A tendência fauvista não só revolucionou o uso das cores na pintura moderna como foi uma das origens dos posteriores movimentos de ruptura estética nas artes plásticas.
O fauvismo foi um movimento relativamente curto, durando entre1898/1906 e 1908, mas revolucionou o conceito de cor na arte moderna. Rejeitaram a paleta impressionista de cores suaves e cintilantes, em favor das cores violentas que já vinham sendo usadas pelos pós-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, dando-lhes uma ênfase expressiva.

Matisse

Os artistas deste novo estilo aplicaram ao seu trabalho uma energia poética, através de linhas vigorosas, da simplificação dramática das formas e da aplicação de cores intensas.
Pintura de Vlamink através da observação de um lugar
Embaixo, como é o lugar na realidade. Perceba como ele exagerou no uso das cores 
em relação à foto real,e esse era o objetivo dos fauvistas. 


O termo “fauvismo”, na verdade, teve origem a partir das observações corrosivas do crítico de arte Louis Vauxcelles após ter visitado uma mostra de pinturas de vários artistas, entre eles Henry Matisse. 

Matisse

Vauxcelles utilizou a expressão “Les Fauves” ao se referir aos artistas.
As telas que se encontravam na sala eram, de fato, estranhas, selvagens: uma exuberância da cor, aplicada aparentemente de forma arbitrária, tornava as obras chocantes. Caracteriza-se pela importância que é dada à cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A técnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jatos de cor, de luz, de sol.



Matisse passou a fazer colagens à medida que foi ficando mais velho, 
porém nào perdendo a essência do colorido vivo de suas pinturas.


O uso pejorativo da expressão, que pode significar “os animais selvagens”, prevaleceu nas críticas imediatamente posteriores.

Os princípios deste movimento artístico eram:

· Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos.
· Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias.
· A cor pura deve ser exaltada.
· As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.


Vlamink 

Características da pintura:

· Pincelada violenta, espontânea e definitiva;
· Ausência de ar livre;
· Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade;
· Uso exclusivo das cores puras, como saem das bisnagas;
· Pintura por manchas largas, formando grandes planos;


Matisse 

Apesar da negação do rótulo e dos protestos pelos artistas integrados à nova tendência, que não chegaram a lançar nenhum manifesto teórico de afirmação e nomeação da sua linha estética, o termo “fauvismo” acabou permanecendo, talvez indevidamente, nos estudos da história da arte.





(Fonte : artemoderna.tumblr.com)




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