Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Biografia - Menotti del Picchia


Escritor e poeta e pintor e escultor brasileiro nascido em São Paulo, capital, de destacada atuação no movimento modernista, autor do poema Juca Mulato (1917), obra de repercussão internacional e que teve dezenas de edições. Filho dos italianos Luís Del Picchia e Corina Del Corso Del Picchia, ainda menino mudou-se para ltapira, cidade do interior paulista, onde fez o curso primário. Seus estudos secundários foram feitos em Campinas, São Paulo, e em Pouso Alegre, Minas Gerais, onde se diplomou em Ciências e Letras. Aos 13 anos de idade começou a produzir suas primeiras produções literárias e aos 16 anos, fundou e dirigiu O Mandu, um pequeno jornal do ginásio local para divulgar suas produções literárias.

Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo (1913), ano em que publicou seu livro de estréia, Poemas do vício e da virtude (1913) e voltou para Itapira onde foi agricultor, exerceu a advocacia, dirigiu o jornal Cidade de Itapira e fundou o jornal político O Grito. Lá escreveu os poemas Moisés e Juca Mulato, ambos publicados no mesmo ano, e voltou a residir em Sâo Paulo.

Autor de romances, contos e crônicas, de novelas e ensaios, de peças de teatro, de estudos políticos e de obras da literatura infantil. Fundador, redator e colaborador de vários jornais paulistanos, suas crônicas publicadas (1920-1930) no Correio Paulistano, constituíram-se numa espécie de diário do modernismo. Com Graça Aranha, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros, liderou o Movimento Modernista Brasileiro e foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo (1922).

Fundou jornais e revistas, foi fazendeiro, procurador geral do Estado de São Paulo, editor, diretor de banco e industrial, tabelião e ocupou diversos e altos cargos administrativos. Fez pintura e escultura e foi duas vezes deputado estadual e três vezes federal por São Paulo. Pertence às Academias Paulistas e Brasileira de Letras, para a qual foi eleito (1943) para ocupar a Cadeira n. 28, na sucessão de Xavier Marques.

O poeta morreu na cidade de São Paulo, com 96 anos, e em Itapira foi dado o nome de “Juca Mulato” a um parque e seu nome do poeta a uma praça, além da construção do memorial Casa de Menotti Del Picchia. Exemplos de sua obra também foram os livros de poemas Poemas do vício e da virtude (1913), O amor de Dulcinéia (1926) e Chuva de pedra (1925), os romances Flama e argila (1920), O crime daquela noite (1924) e Salomé (1940) e as novelas e contos O pão de Moloch (1921), A mulher que pecou (1922) e O nariz de Cleópatra (1922).

Também escreveu ensaios como A crise da democracia; A crise brasileira: soluções nacionais (1935) e A revolução paulista (1932) e para o teatro como Suprema conquista (1921). 


(Fonte:brasilescola.com)






sábado, 27 de outubro de 2012

Biografia - Olavo Bilac


Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta e jornalista brasileiro. Escreveu a letra do hino à Bandeira brasileira. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.
Olavo Bilac (1865-1918) nasceu no Rio de janeiro, no dia 16 de dezembro. Era filho do cirurgião militar, Brás Martins dos Guimarães e de Delfina Belmira Gomes de Paula. Estudou Medicina e Direito, sem concluir nenhum dos cursos. Dedicou-se ao jornalismo e à poesia. Foi noivo de Amélia de Oliveira, irmã de seu amigo Alberto de Oliveira, que foi impedida de casar por outro irmão que não aceitava a vida de poeta boêmio que Bilac levava.
Colaborou em vários jornais e revistas como Gazeta de Notícias e Diário de Notícias. Exerceu o cargo de Secretário do Congresso Pan-Americano em Buenos Aires. Foi inspetor de instrução de escola pública e membro do Conselho Superior do Departamento Federal. Exerceu constante atividade nacionalista, realizando pregações cívicas em todo país sobre a obrigatoriedade do serviço militar.
Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais poetas. Sua primeira obra foi "Poesias", publicada em 1888. Nela o poeta já estava identificado com as propostas do Parnasianismo. Sua poesia apresentava várias temáticas. Na linha tipicamente parnasiana, escreveu sobre temas greco-romanos. Fez várias descrições da natureza, indicando uma herança romântica.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, morreu no Rio de Janeiro,no dia 28 de dezembro de 1918.

Obras de Olavo Bilac

Poesias, 1888
Via Láctea, 1888
Sarças de Fogo, 1888
Crônicas e Novelas, 1894
O Caçador de Esmeraldas, poesia,1902
As Viagens, poesia, 1902
Alma Inquieta, poesia, 1902
Poesias Infantis, 1904
Crítica e Fantasia, 1904
Tratado de Versificação, 1905
Conferências Literárias, 1906
Ironia e Piedade, crônicas, 1916
Tarde, poesia, 1919
Sanatorium, romance, 1977, publicado pelo Clube do Livro.


(Fonte : e-biografias.net)





quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Biografia - Heitor Villa-Lobos


Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi um maestro e compositor brasileiro.
Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro no dia 5 de março do ano de 1887. Era maestro e compositor, recebeu uma boa orientação musical quando era criança. No ano de 1915 Villa-Lobos começou sua vida profissional como instrumentista e contava já com 19 anos quando fez suas primeiras composições.
Em 1922 participou da semana de arte realizada em São Paulo; no ano de 1923 Villa-Lobos viajou para a Europa e só voltou ao Brasil no ano de 1929. Muitas orquestras foram dirigidas por ele. Escrevendo várias composições, organizou um coral de 12.000 vozes em São Paulo no ano de 1931 - o acontecimento foi de grande importância na América do Sul; fez várias viagens pelo mundo dirigindo com entusiasmo suas próprias composições, fundou o folclore no Brasil, recebeu grande incentivo de Debussy e Stravinski; Villa-Lobos viajou várias vezes pelo Brasil fazendo suas pesquisas e anotando no seu diário as muitas modalidades musicais do folclore brasileiro, para depois analisar e formar suas composições. São muitas as peças que compôs: as que mais se destacaram foram os choros em número de 16: esses choros foram compostos no período de 1920 a 1929, são mais de 1.000 composições conhecidas, além das que desapareceram.
Durante sua vida recebeu 24 títulos do Instituto da França, Membro da Academia de Belas Artes em Nova Iorque e Comendador da Ordem de Mérito do Brasil. Outros dos títulos mais importantes que recebeu são o de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Iorque, e o de fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Música.
Seu falecimento se deu no dia 17 de novembro do ano de 1959, tendo sido sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.



(Fonte : e-biografias.net)




Biografia - Tarsila do Amaral


Tarsila do Amaral (1886-1973) foi pintora e desenhista brasileira. O quadro "Abaporu" pintado em 1928 é sua obra mais conhecida. Junto com os escritores Oswald de Andrade e Raul Bopp, lançou o movimento "Antropofagia", que foi o mais radical de todos os movimentos do período Modernista. O Movimento foi inspirado no quadro "Abaporu" que significa antropófogo em tupi. Sobre seu quadro Tarsila diz "Essa figura primitiva e monstruosa nasceu de um sonho". Tarsila ofereceu esse quadro ao namorado Oswald de Andrade, como presente de aniversário.

Tarsila do Amaral (1886-1973) nasceu na Fazenda São Bernardo, no município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha de José Estanislau do Amaral Filho e Lydia Dias de Aguiar do Amaral. Era neta de José Estanislau do Amaral, que em razão de ter acumulado fortuna adquirindo fazendas no interior de São Paulo, foi apelidado de "milionário". Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.

Filha de família tradicional e rica, estudou em São Paulo no Colégio de freiras e no Colégio Sion. Completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, "Sagrado Coração de Jesus", aos 16 anos. Na sua volta ao Brasil casa-se com o noivo André Teixeira Pinto, com quem teve uma filha.

Em 1916 começa a trabalhar no ateliê de William Zadig, escultor sueco radicado em São Paulo. Com ele aprende a fazer modelagem em barro. Separa-se de André Teixeira e em 1920 vai para Paris, onde estuda na Academia Julian, escola de pintura e escultura. Estuda também com Émile Renard.

Tarsila tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses em 1822. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do "Grupo dos Cinco", juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia.

Nessa época, já separada, começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da "Semana de 22" integra-se ao Modernismo. Volta à Europa em 1923 e mantem contato com os modernistas que lá se encontravam, são intelectuais, pintores, músicos e poetas. Estuda com Albert Gleizes e Fernand Léger, grandes mestres cubistas. Mantém estreita amizade com Blaise Cendrars, poeta franco-suíço que visitou o Brasil em 1924. Inicia sua pintura "pau-brasil" dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros.

Em 1925 ilustra o livro "Pau-Brasil" de Oswald de Andrade. Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso. Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o "Abaporu" para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o "Movimento Antropofágico". É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil, no Palace Hotel em São Paulo. Separa-se de Oswald de Andrade em 1930.

Em 1933 pinta o quadro "Operários" e dá início à pintura social no Brasil. No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes. Começa um relacionamento com o escritor Luís Martins que durou quase vinte anos. De 1936 a 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados onde ilustra retratos de grandes personalidades. Nos anos 50 volta ao tema "pau brasil". Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Separa-se de Luis Martins. Em 1963 tem uma sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte tem participação especial na XXXII Bienal de Veneza.

Tarsila realiza em 1970, no Rio de janeiro e depois em São Paulo, uma retrospectiva, "Tarsila: 50 anos de Pintura". Recebeu o premio Golfinho de Ouro em 1971.

Tarsila do Amaral faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.


Obras de Tarsila do Amaral



Pátio, Com Coração de Jesus, 1921
A Espanhola, 1922
Chapéu Azul, 1922
Margaridas de Mário de Andrade, 1922
Árvore, 1922
O Passaporte, 1922
Retrato de Oswald de Andrade, 1922
Retrato de Mário de Andrade, 1922
Estudo, 1923
Manteau Rouge, 1923
Rio de Janeiro, 1923
A Negra, 1923
Caipirinha, 1923
Figura Azul, 1923
Auto Retrato, 1924
Morro da Favela, 1924
O Pescador, 1925
A Família, 1925
Palmeiras, 1925
Sagrado Coração de Jesus, 1926
Religião Brasileira, 1927
A Boneca, 1928
O Lago, 1928,
Abaporu, 1928
Cartão Postal, 1928
Antropofagia, 1929
Floresta, 1929
Retrato do Padre Bento, 1931
Operários, 1933
Segunda Classe, 1933
O Casamento, 1940
Procissão, 1941
Terra, 1943
Primavera, 1946
Praia, 1947
Criança, 1949
Costureiras, 1950
Porto I, 1953
Procissão, 1954
A Metrópole, 1958
Porto II, 1966
Religião Brasileira IV, 1970


(Fonte : e-biografias.net)






Biografia - Graça Aranha


Graça Aranha (1868-1931) foi escritor brasileiro. Seu romance "Canaã" abriu o período Pré-Modernista, compreendido entre 1902 e 1922. Proferiu o discurso inaugural da Semana de Arte Moderna.

Graça Aranha (1868-1931) nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 21 de junho de 1868. Filho de família abastada e culta o que favoreceu e seu desenvolvimento cultural. Estudou na Faculdade de Direito do Recife, na época agitada das ideias de Tobias Barreto. Formou-se em 1886 e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde seguiria a carreira de juiz. No mesmo ano da Proclamação da República, 1889, já era magistrado em Campos, estado do Rio. Em 1890, foi nomeado juiz municipal em Porto Cachoeiro, Espirito Santo.

A permanência no interior lhe permite recolher material para seu romance "Canaã", publicado em 1902. O romance retrata a vida em uma colônia de imigrantes europeus, no Espirito Santo. Tudo gira em torno de dois personagens imigrantes alemães, com diferentes visões de mundo. Enquanto Milkau acredita na humanidade e pensa encontrar a "terra prometida" (Canaã) no Brasil, Lentz tem dificuldade de se adaptar à realidade brasileira, voltada para a superioridade germânica e para a lei do mais forte.

Em 1897, antes da publicação do romance "Canaã", foi precocemente eleito membro da Academia Brasileira de Letras, no ano de sua fundação. Ocupou a cadeira nº38, cujo patrono foi Tobias Barreto. Em 1914, após uma conferência sobre "O Espírito Moderno", desliga-se da Academia.

Entre 1900 e 1920, como diplomata do Itamarati, desempenhou várias missões diplomáticas na Inglaterra, Itália, Suíça, Noruega, Dinamarca França e Holanda. Em 1920 regressou ao Brasil, convencido de que a literatura brasileira precisava mudar. Passa a integrar o movimento que revolucionou o país, a Semana de Arte Moderna. No dia 13 de fevereiro de 1922, proferiu o discurso inaugural do movimento, "O Espírito Moderno". De personalidade combativa, aderiu em 1930, à Revolução de Outubro, que colocou Getúlio Vargas no poder.

José Pereira de Graça Aranha morreu no Rio de Janeiro, no dia 26 de janeiro de 1931.


Obras de Graça Aranha



Canaã, romance, 1902
Malazarte, teatro, 1911
A Estética da Vida, ensaio, 1921
O Espírito Moderno, ensaio, 1925
Futurismo, manifesto, 1927,
A Viagem Maravilhosa, romance, 1927
O Meu Próprio Romance, autobiografia, 1931
O Manifesto dos Mundos Sociais, 1935



(Fonte : e-biografias.net)



Biografia - Di Cavalcanti


Di Cavalcanti (1857-1976) foi um artista, ilustrador e pintor brasileiro, um dos idealizadores da semana de Arte Moderna de 1922. Foi um dos primeiros artistas a pintar elementos da realidade brasileira, como favelas, festas populares, operários.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo era o seu nome de batismo. Nasceu no Rio de Janeiro e já com 17 anos, fazia ilustrações na revista Fon Fon. Em 1917, chegou a fazer o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Casou-se com Maria, sua prima, em 1921.
Foi amigo de Oswald de Andrade e Mário de Andrade, mentores da Semana de Arte Moderna de São Paulo. O pintor adquiriu experiência expondo seus trabalhos em galerias de Bruxelas, Amsterdã, Paris, Londres. Na Europa, conheceu artistas como Picasso, Satie, Léger e Matisse.
Em 1932, fundou o Clube dos Artistas Modernos, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado.
Di Cavalcanti era simpatizante das idéias comunistas, por isso, foi perseguido pelo governo de Getúlio Vargas e acabou sendo preso, mas libertado no começo da segunda guerra, voltando para Paris.
Di Cavalcanti ilustrou livros de poetas e escritores famosos como Vinícius de Moraes e Jorge Amado. Em 1951, participou da Bienal de São Paulo e doou seus desenhos ao MAM- Museu de Arte Moderna da mesma cidade- Museu de Arte. Em 1954, O MAM do Rio de Janeiro fez uma retrospectiva de sua obra.
Em 1956, recebeu o prêmio da mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste, na Itália. Em 1961, com a construção de Brasília, elaborou a tapeçaria para o palácio da Alvorada e pintou a Via-Sacra da catedral da cidade. Outros trabalhos seus conhecidos: Samba (1925), Mulata Sentada(1936) e Cenas da Bahia(1960).
Morreu no ano de 1976, no Rio de Janeiro.

(Fonte : e-biografias.net)




Biografia - Manuel Bandeira

Manuel Bandeira (1886-1968) foi poeta brasileiro. "Vou-me Embora pra Pasárgada" é um dos seus mais famosos poemas. Foi também professor de Literatura, crítico literário e crítico de arte. Inicialmente interessado em música e arquitetura, descobriu a poesia por acaso, na condição de doente, em repouso, para tratamento de uma tuberculose. Os temas mais comuns de sua obra, são entre outros, a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância.

Manuel Bandeira (1881-1968) nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1881. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de Francelina Ribeiro, abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos. Seu avô materno Antônio José da Costa Ribeiro, foi citado por Bandeira no poema "Evocação do Recife". A casa onde morava, localizada no centro do Recife é citada como "a casa do meu avô".

Manuel Bandeira viajou, junto com sua família, para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II. Em 1904 ingressou na faculdade de arquitetura, em São Paulo, mas abandonou o curso por ter contraído tuberculose. Voltou para o Rio de Janeiro onde tentou tratamento em estâncias climáticas em Teresópolis e Petrópolis.

Em 1913 viajou para Suíça, em busca de cura, onde permaneceu mais de um ano no Sanatório de Chavadel, onde conheceu o jovem e mais tarde, famoso poeta francês Paul Éluard, internado na mesma clínica e que coloca Manuel Bandeira a par das inovações artísticas que vinham ocorrendo na Europa. Discutem sobre a possibilidade do verso livre na poesia. Esse aspecto técnico veio fazer parte da poesia de Bandeira, que foi considerado o mestre do verso livre no Brasil.

Ingressou na literatura, em 1917, com o livro "A Cinza Das Horas", de nítida influencia Parnasiana e Simbolista. Em 1919 publicou "Carnaval", que representou sua entrada no movimento modernista. Em 1922, Bandeira morava no Rio de Janeiro e estava distante do grupo paulista que centralizava os ataques à cultura oficial e propunha mudanças. Para a Semana de Arte Moderna enviou o poema "Os Sapos", que lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal.

Manuel Bandeira vai cada vez mais se engajando no ideário modernista, publica em 1924 "O Ritmo Dissoluto", e em 1930 publica "Libertinagem", obra de plena maturidade modernista. No poema "Evocação do Recife" que integra a obra Libertinagem, ao mesmo tempo que tematiza a infância, faz uma descrição da cidade do Recife, no fim do século XIX. Incorpora também vários temas ligados à cultura popular e ao folclore.

Sempre achando que morreria cedo, por causa da sua doença, assistiu entre 1916 a 1920 a morte de sua mãe, seu pai e sua irmã. Foi eleito para Academia Brasileira de Letras, em 1940, ocupando a cadeira de nº24.

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho, faleceu no dia 13 de outubro de 1968.


Obras de Manuel Bandeira



A Cinza das Horas, poesia, 1917
Carnaval, poesia, 1919
Os Sapos, poesia, 1922
O Ritmo Dissoluto, poesia, 1924
Libertinagem, poesias reunidas, 1930
Estrela da Manhã, poesia, 1936
Crônicas da Província do Brasil, prosa, 1937
Guia de Ouro Preto, prosa, 1938
Noções de História das Literaturas, prosa, 1940
Lira dos Cinquent'Anos, poesia, 1940
Belo, Belo, poesia, 1948
Mafuá do Malungo, poesia, 1948
Literatura Hispano-Americana, prosa, 1949
Gonçalves Dias, prosa, 1952
Opus 10, poesia, 1952
Intinerário de Pasárgada, 1954
De Poetas e de Poesias, prosa, 1954
Flauta de Papel, prosa, 1957
Estrela da Tarde, poesia, 1963
Vou-me Embora pra Pasárgada, poesia, 1964
Andorinha, Andorinha, prosa, 1966 (textos reunidos por Drummond)
Estrela da Vida Inteira, poesias reunidas, 1966
Evocação do Recife, poesia, 1966
Colóquio Unilateralmente Sentimental, prosa, 1968


(Fonte : e-biografias.net)


Biografia - Monteiro Lobato


Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor brasileiro. "O Sitio do Picapau Amarelo" é uma de suas obras de maior destaque na literatura infantil. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil em nosso país e em toda América Latina. Tornou-se editor, criando a "Editora Monteiro Lobato" e mais tarde a "Companhia Editora Nacional". Metade de suas obras é formada de literatura infantil.

Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Estudou no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo.

Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.

Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.

No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada "Velha Praga", onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo "Urupês", onde aparece pela primeira vez o personagem "Jeca Tatu".

Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista "Paraíba". Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a "Revista do Brasil". Em seguida compra a revista e a transforma em editora. Publica em 1917, seu primeiro livro "Urupês", que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.

No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado "Paranoia ou Mistificação?", onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.

Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a "Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato". Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a "Companhia Editora Nacional". Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica "Narizinho Arrebitado", livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do "Sítio do Picapau Amarelo". Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.

Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero "conto". O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro "Urupês", que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do "Jeca Tatu", símbolo do caipira brasileiro. As histórias do "Sítio do Picapau Amarelo", e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.

O livro "Caçadas de Pedrinho", publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter "elementos racistas". O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. "É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta".

José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.


Obras de Monteiro Lobato



Idéias de Jeca Tatu, conto, 1918
Urupês, conto, 1918
Cidades Mortas, conto, 1920
Negrinha, conto, 1920
O Saci, literatura infantil, 1921
Fábulas de Narizinho, literatura infantil, 1921
Narizinho Arribitado, literatura infantil, 1921
O Marquês de Rabicó, literatura infantil, 1922
O Macaco que se fez Homem, romance, 1923
Mundo da Lua, romance, 1923
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil, 1927
Peter Pan, literatura infantil, 1930
Reinações de Narizinho, literatura infantil, 1931
Viagem ao Céu, literatura infantil, 1931
Caçadas de Pedrinho, 1933
Emília no País da Gramática, literatura infantil, 1934
História das Invenções, literatura infantil, 1935
Memórias da Emília, literatura infantil, 1936
Histórias de Tia Nastácia, literatura infantil, 1937
Serões de Dona Benta, literatura infantil, 1937
O Picapau Amarelo, literatura infantil, 1939


Fábulas de Monteiro Lobato



O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça


Jeca Tatu



É no livro "Urupês", que Monteiro Lobato retrata a imagem do caipira brasileiro, onde destaca a pobreza e a ignorância do caboclo, que o tornava incapaz de auxiliar na agricultura. O Jeca Tatu é um flagrante do homem e da paisagem do interior. O personagem se tornou um símbolo nacionalista utilizado por Rui Barbosa em sua campanha presidencial de 1918. Na 4a edição do livro, Lobato pede desculpas ao homem do interior.


(Fonte : e-biografias.net)



Biografia - Oswald de Andrade


Oswald de Andrade (1890-1954) foi escritor brasileiro. Fundou, junto com Tarsila, o Movimento Antropófago. Foi uma das personalidades mais polêmicas do modernismo. Era militante político sendo idealizador dos principais manifestos modernistas. Ao lado da pintora Anita Malfatti, do escritor Mário de Andrade e de outros intelectuais, organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.

Oswald de Andrade (1890-1954) nasceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 1890. Filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco. De família rica, fez várias viagens à Europa, onde entra em contato com os movimentos de vanguarda. Estudou jornalismo literário e, em 1911 iniciou sua vida literária no jornal humorístico "O Pirralho" que ele mesmo fundou. O semanário que circulou até 1917, contava entre seus colaboradores, com o pintor Di Cavalcanti.

Em 1912, quando retornou de sua primeira viagem à Europa, adota as idéias futuristas e, desde então, tornou-se um dos principais vultos do modernismo. Em 1916 lança a primeira redação do romance "Memórias Sentimentais de João Miramar", romance que quebra toda a estrutura dos romances tradicionais, pois apresenta capítulos curtíssimos e semi-independentes, num misto de prosa e poesia, que no final da leitura formam um grande painel.

Além de ter sido o criador e principal divulgador da orientação "primitivista", com "O Pau-Brasil" e com a "Antropofagia", Oswald escreveu os textos mais corrosivos da estética modernista. Sua participação ativa na Semana de 22, é seguida da sua segunda viagem à Europa. Em Paris, na Sorbonne, dá a conferência "O Esforço Intelectual do Brasil Contemporâneo".

Oswald de Andrade lança em 18 de março de 1924, um dos mais importantes manifestos do modernismo "Manifesto Pau-Brasil", publicado no Correio da Manhã. Explicando o nome do manifesto , o autor diz "Pensei em fazer uma poesia de exportação. Como o pau-brasil foi a primeira riqueza brasileira exportada, denominei o movimento Pau-Brasil".

Em 1925 Oswald de Andrade lança o livro de poemas "Pau-Brasil", em que põe em prática os princípios propostos no manifesto. O livro Pau-Brasil foi ilustrado por Tarsila do Amaral e apresenta uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.

Em 1926 casa-se com a pintora Tarsila do Amaral. Dois anos depois, radicalizando o movimento nativista, o seu "Manifesto Antropofágico" propõe que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria. Nessa época, rompe com Mário de Andrade, separa-se de Tarsila do Amaral e casa-se com a escritora e militante política Patrícia Galvão, a Pagu. Em 1944, mais um casamento, com Maria Antonieta D'Aikmin, com quem permanece casado até o fim de sua vida.

José Oswald de Sousa Andrade morre em São Paulo, no dia 22 de outubro de 1954.


Obras de Oswald de Andrade :


Os Condenados, romance, 1922 a 1934
Memórias Sentimentais de João Miramar, romance, 1924
Manifesto Pau-Brasil, 1925
Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade, 1927
Manifesto Antropófago, 1928
Pau-Brasil, poesia, 1925
Serafim Pontes Grande, romance, 1933
O Homem e o Cavalo, teatro, 1934
O Rei da Vela, teatro, 1937
A Morta, teatro, 1937
A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945
Ponta de Lança, ensaio, 1945
A Crise da Filosofia Messiânica, 1946
O Rei Floquinhos, teatro, 1953
Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954
A Marcha das Utopias, 1966
Poesias Reunidas, (edição póstuma)
Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)



(Fonte : e-biografias.net)




Biografia - Anita Malfatti


 Anita Malfatti (1889-1964) foi uma pintora brasileira. Sua polêmica exposição em 1917, foi um marco para renovação das artes plásticas no Brasil. O escritor Monteiro Lobato, crítico de arte do jornal O Estado de São Paulo, publicou um artigo intitulado "Paranoia ou mistificação?", era uma crítica à mostra expressionista de Anita Malfatti, que serviu de estopim para o movimento modernista no Brasil. Algumas de suas obras tornaram-se clássicos da pintura moderna.

Anita Malfatti (1889-1964) nasceu em São Paulo, no dia 2 de dezembro. Filha de Samuel Malfatti, engenheiro italiano e de Betty Krug, de nacionalidade norte-americana. Anita nasceu com uma atrofia no braço direito e teve que aprender a usar a mão esquerda e para isso recebia os cuidados de uma governanta.

Aprendeu as primeiras letras no colégio São José. Em 1897 estudou no Colégio Mackenzie, onde formou-se professora. Aprendeu a pintar com a mãe, que dava aulas de pintura e línguas, para sustentar a família, depois da morte do pai. Com a ajuda do tio e do padrinho, foi estudar na Europa. Teve aula no ateliê de Fritz Burger e em seguida matriculou-se na Academia Real de Belas Artes em Berlim estudando pintura expressionista.

Em 1914, voltou ao Brasil e realizou uma exposição na Casa Mappim, sem grande destaque. Em 1915 a pintora partiu para Nova York, onde estudou na Art Students League e sob a orientação de Homer Boss, teve a liberdade de pintar livremente, sem limitações estéticas. Foi a fase que pintou seus quadros mais brilhantes.

Anita Malfatti volta para São Paulo em 1917, e no dia 20 de dezembro realiza a polêmica exposição, com 53 obras, entre elas algumas que se tornaram clássicos da pintura moderna, como "A Estudante Russa", "O Homem Amarelo" e "A Mulher de Cabelo Verde". A arte de Anita foi criticada por Monteiro Lobato, que na época era crítico de arte, do jornal O Estado de São Paulo, com o artigo "Paranoia ou mistificação?". Enquanto Oswaldo de Andrade defendeu a pintora no Jornal do Comércio.

Depois de um ano longe da pintura, voltou a ter aulas de natureza-morta, época em que conhece Tarsila do Amaral e que foi só o começo de uma grande amizade. Incentivada pelos amigos, participa da Semana de Arte Moderna em 1922. Considerada como uma das maiores pintoras brasileiras, Anita não se recuperou das críticas.

Fora do Brasil, expôs individualmente em Berlim, Paris e Nova York. Há quadros de sua autoria nos principais museus brasileiros. O quadro "A Estudante" está no Museu de Arte de São Paulo; "A Boba" está no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e "Uma Rua" no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.

Anita Malfatti morreu em São Paulo, no dia 6 de novembro de 1964.



(Fonte : e-biografias.net)



Biografia - Mário de Andrade


Mário de Andrade (1893-1945) foi escritor brasileiro. Publicou "Pauliceia Desvairada" o primeiro livro de poemas da primeira fase do modernismo. Estudou música no Conservatório de Música de São Paulo. Foi crítico de arte em jornais e revistas. Teve papel importante na implantação do modernismo no Brasil. Foi amigo inseparável de Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Foi diretor do departamento de Cultura da  refeitura de São Paulo. Foi funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Seu romance "Macunaíma" foi sua criação máxima, levada para o cinema.

Mário de Andrade (1843-1945) nasceu na rua da Aurora, São Paulo, no dia 9 de outubro de 1843. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa. Concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado, tendo abandonado o curso depois de se desentender com o professor de Português. Em 1911 ingressou no Conservatório de Música de São Paulo, formando-se em piano.

Em 1917, com a morte de seu pai, dava aula particular de piano para se manter. Nesse mesmo ano conhece Anita Malfatti e Oswald de Andrade, tornando-se amigos inseparáveis. Ainda nesse ano com o pseudônimo de Mário Sobral, publica seu primeiro livro "Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema", no qual critica a matança produzida na Primeira Guerra Mundial.

No Primeiro Tempo do Modernismo (1922-1930) a lei era se libertar do modismo europeu, procurar uma linguagem nacional e promover a integração entre o homem brasileiro e sua terra. 1922 foi um ano importantíssimo para Mário de Andrade. Além da Semana de Arte Moderna, foi nomeado professor catedrático do Conservatório de Música. Publicou "Pauliceia Desvairada", onde reuniu seus primeiros poemas modernistas. Integrou o grupo fundador da revista Klaxon, que servia de divulgação para o movimento modernista.

Mário de Andrade fez várias viagens pelo Brasil, com o objetivo de estudar a cultura de cada região. Visitou cidades históricas de Minas, passou pelo Norte e Nordeste, recolhendo informações como festas populares, lendas, ritmos, canções, modinhas, etc. Todas essas pesquisas lhe renderam obras como "Macunaíma", "Clã do Jabuti" e "Ensaio sobre a Música Brasileira". Mário foi Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, entre os anos de 1934 e 1938.

Afastado do cargo por motivos políticos, ainda em 1938 foi para o Rio de Janeiro, onde lecionou Filosofia e História da Arte na Universidade. Foi incapaz de ficar longe de São Paulo, a cidade que amava, e em 1940 estava de volta. Foi ainda funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação.

Mário Raul de Morais Andrade faleceu em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, vítima de um ataque cardíaco.

Obras de Mário de Andrade :

Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, poesia, 1917
Pauliceia Desvairada, poesia, 1922
A Escrava que não é Isaura, ensaio, 1925
Losango Cáqui, poesia, 1926
Primeiro Andar, conto, 1926
Clã do Jabuti, poesia, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, romance, 1927
Macunaíma, romance, 1928
Ensaio sobre a Música Brasileira, 1928
Compêndio da História da Música, 1929
Modinhas e Lundus Imperiais, 1930
Remate de Males, poesia, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belazarte, conto, 1934
O Aleijadinho, ensaio, 1935
Álvares de Azevedo, ensaio, 1935
Namoros com a Medicina, 1939
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Baile das Quatro Artes, ensaio, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira, ensaio, 1943
Os Filhos da Candinha, crônicas, 1943
O Empalhador de Passarinhos, ensaio, 1944
Lira Paulistana, poesia, 1946
O Carro da Miséria, poesia, 1946
Contos Novos, 1946
Padre Jesuíno de Monte Carmelo, 1946
Poesias Completas, 1955
Danças Dramáticas do Brasil, 3 vol., 1959
Música de Feitiçaria, 1963
O Banquete, ensaio, 1978



(Fonte : e-biografias.net)




▲ Ir para Topo